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MANIFESTO DA EXECUTIVA NACIONAL E BANCADA FEDERAL DO PARTIDO VERDE À NAÇÃO A forte seca que tem atingido a região Amazônica, trouxe, para a população local, condições extremamente adversas para a sua sobrevivência, com os níveis mais baixos dos grandes rios, lagos e várzeas, registrados nos últimos 60 anos. A visão é deprimente: barcos encalhados, milhões de peixes mortos, em estado de decomposição, consolidando um panorama de isolamento, fome e sede para aquelas mais de 30 mil famílias afetadas, sem falar na possibilidade de contaminação pelos mais diversos tipos de enfermidades. O momento, nos obriga a uma reflexão e a uma incansável busca das causas que levaram a esta degradante situação. Por um lado, pesquisadores do SIPAM, do INPE, da USP e de ONGs, remetem o problema a um aquecimento das águas do Atlântico Norte, em consequência do aquecimento global, e em função do aumento das taxas de desmatamento e das queimadas. Assim teríamos duas áreas de aquecimento. Na região da Bacia Norte, com a formação de furacões, e na região subtropical, nas proximidades da costa sul e sudeste do Brasil, com a consequente formação de chuvas sobre o oceano, inibindo a formação de nuvens na região Amazônica, inclusive em função da inversão das correntes de ar, notadamente, os ventos alísios. Assim como as queimadas e o desmatamento contribuem para os gases do efeito estufa, a agressão que a Amazônia sofre hoje não se limita apenas à destruição provocada internamente. A região está sendo vítima de um processo de aquecimento global, que revela as responsabilidades compartilhadas entre o Brasil e o mundo. Com o aumento dos índices de desmatamento e de queimadas, temos a formação de um círculo vicioso, uma vez que a degradação que ora assola a Amazônia brasileira, leva a uma diminuição da formação de nuvens de chuva na região, tornando as florestas mais secas que, por sua vez, ficam cada vez mais suscetíveis ao aumento das queimadas e, consequentemente, das contribuições para o aquecimento global. Assim, independentemente das ações governamentais em andamento na região, sejam elas estruturantes ou emergenciais, para o atendimento das populações afetadas, o Partido Verde, por meio de sua Executiva Nacional e de sua Bancada na Câmara dos Deputados, vem à Nação, propor a efetivação de um grande esforço científico, objetivando determinar as causas deste fenômeno, e em qual amplitude cada uma delas contribui para o mesmo, bem como, quais as ações preventivas, estruturais e operacionais devam ser adotadas para equacionar e controlar este danoso efeito provocado pelo uso irracional dos recursos ambientais. Finalizando,
apelamos ao Governo Federal, para que, em atenção, inclusive
, ao Princípio da Precaução, que decrete a proibição
da exploração dos recursos florestais na Amazônia,
por meio de corte raso, até que os resultados deste referido
esforço científico, sejam apresentados e as soluções
técnicas, ajustadas ao desenvolvimento sustentável,
tenham sido adotadas.
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Verdes de las Américas.
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